Maria Nerdeira

Para as mulheres que amam nerds, geeks e freaks em geral

Entre tantos tipos adoráveis de nerds, um dos meus favoritos é aquele que adora uma pornografia. Ele gasta terabytes em discos rígidos e mídias genéricas armazenando a verdadeira Internet. Para ele, o machinima Internet is for porn não é apenas uma boa piada, é um estilo de vida.

Nem por isso ele é do tipo anti-social, centrado em suas atividades solitárias. Este é o menino que comprava os contos da Ele&Ela para a namorada ler e que as amigas roubavam. Ele não grava músicas românticas e sim DVD cheios de vídeos e fotos inspiradoras. Ele procura formas incríveis de aprender como dar prazer para suas mulheres. É um dos tipos de amantes mais intensos.

Para agradar este adorável safado, compartilhe seus desejos. Ele adora saber como você pode sentir prazer com brinquedos, gestos, vídeos, carícias, cafunés, fotos, variações, sugestões. Seja sincera em suas preferências. E, principalmente, compreensão! Se ele passa as madrugadas com 1056 abas abertas no Firefox em galerias pornôs, não significa que ele não te ame ou não sinta tesão por você. Ele está apenas se mantendo atualizado.

Sugestão de presentes: assinaturas da SG, seqüestro para o motel, HD externo.

Assisti na sexta-feira passada, durante o horário nobre, uma nova propaganda do TSE sobre as próximas eleições.

Como geek, maria-nerdeira e apaixonada por astronomia, não poderia deixar de prestar atenção numa propaganda que mostra um nerd fazendo um tipo de observação astronômica.

Para quem não viu, está aqui no YouTube com o nome de Halley.

Bom, eu não vou chamar aquele objeto que cruza o céu de cometa porque o objeto em questão desafia até mesmo o conceito atual de cometa. Por isso, permitam-me chamar (teorias de conspirações à parte) de OVNI.

Ri e chorei ao ver a propaganda.

Ri por ter me divertido com a mensagem implícita nas imagens criadas pela W/Brasil (sim! W/Brasil! A famosa agência de propaganda de Washington Olivetto, que tem figurado em conversas por ter feito uma campanha cheias de erros de português para o TSE).

Chorei por nunca ter visto erros tão grosseiros de astronomia e observação juntos.

Erros grosseiros, sim! Já que:

1. Cometa não cruza os céus na velocidade demonstrada;

Qualquer objeto com tal velocidade pode ser algo parecido com um meteoro queimando na atmosfera terrestre. Para quem não sabe, cometas levam dias para serem observados e permanecem em uma pequena área do céu até não mais terem brilho aparente que nos permita visualização do mesmo.

2. Se este OVNI for um meteoro, não seria observado jamais com uma luneta ou telescópio. Novamente para quem não sabe, meteoros (vulgo estrelas cadentes) são observados a olho nu, seja individualmente, seja em chuva de meteoros;

3. Um observador com um mínimo de experiência sabe que não se pode deixar qualquer fonte de luz artificial (ainda mais amarela e/ou branca) próximo ao local de observação, pois atrapalharia a visualização de qualquer objeto celeste. Mais uma vez para quem não sabe, estas cores impedem nossa sensibilidade momentânea de enxergar objetos mais escuros.

Por fim, lamento que o nome de tão consagrado astrônomo, Edmond Halley, e do cometa que levou seu nome tenham gerado tantos erros.

Também lamento que o cometa, em sua última passagem pelo sistema solar, tenha deixado a população brasileira tão frustrada por não ter sido de fácil observação.

Eu faço parte dos frustrados da década de 80 e espero estar consciente e viva em sua volta em 2061. Para isso, a astronomia, a medicina e a poluição luminosa das cidades vão ter de melhorar muito.

Tenho que confessar que meu lado mulherzinha fica completo quando ouço Hero ou I Still Believe, músicas dos tempos em que Mariah Carey tinha seios naturais e se permitia um efeito sanfona constante — sempre magra nos lançamentos de CD, gravando 4 clipes de uma vez porque nunca sabia como estaria dali a um mês de depressão e comedeiras desenfreadas.

(Pausa dramática. Eu sei muito de MC, que vergonha.)

Tudo o que vocês precisam saber, na verdade, é que Mariah colocou um nerd em um de seus clipes. Ok, estereotipado, bobão, daqueles nerds que não existem. Mas é um “compy nerd” que “touch” o “body” da Mariah, mesmo que esteja proibido de colocar o vídeo no YouTube. Detalhe: colocaram o nerd pra jogar Guitar Hero como se fosse canhoto! o.O

Para ver o vídeo, mesmo que seja com o volume em zero, clique aqui. A Mariah tá inteirona — o nerd (ou o cirurgião plástico) deve estar tocando o corpo dela de um jeito muito bom! :P

Uma das mais conceituadas universidades do Brasil, a Unicamp foi instaurada em 1966. Ao contrário de universidades mais antigas, como a UFRJ, que cresceram pela junção de faculdades já existentes, a Unicamp teve suas instalações cuidadosamente planejadas. O campus é praticamente circular - ou melhor, tem uma forma meio pêra, representada no logo - com o Ciclo Básico no centro do círculo. O anel seguinte tem o restaurante universitário (vulgo bandejão), a biblioteca e o ginásio, além dos institutos de matérias básicas: artes, letras, filosofia e ciências humanas, matemática, física, química e biologia. As ruas radiais têm nomes como “Elis Regina” e “Albert Einstein”, dependendo do Instituto que ladeiam. Nos círculos externos, as faculdades mais “aplicadas”: engenharias, computação, pedagogia, educação física, ciências médicas lá longe, perto do hospital.

Tudo isso foi projetado com um sentido prático em mente, mas claro que em se tratando de estudantes universitários “sentido prático” toma um novo significado… Como se formam os casaizinhos que vão andar de mãos dadas no campus? A localização das diferentes faculdades e institutos formam bolsões populacionais de gênero e certas trocas viram lugar comum. Historicamente, físicos e pedagogas namoram na Unicamp, para desespero e despeito das poucas físicas. Isso acontece não só porque os alunos de física em geral cursam licenciatura, mas também porque a pedagogia é “logo ali”, atrás do Instituto de Física. As meninas da alimentos e os meninos da elétrica, as meninas da enfermagem e os meninos da matemática (estes não só paqueravam como organizavam as lendárias festas Novalgina no teatro de arena), os meninos da filosofia e os meninos das letras, as meninas da história e as meninas das artes…

O amor é redondinho, mas tudo segue uma lógica!

Maffalda em 97 Maffalda tem contas a acertar com pedagogas até hoje…

Olá, amigos! É com muita honra (e atraso) que começo a dura batalha pelo entendimento nerd aqui no marianerdeira. Para quem não conhece, sou uma nerdona de 23 anos e tenho uma paixão a mais na vida: os videogames.

Tudo começou no momento em que meu pai e minha mãe resolveram me mandar ao mundo. Parece exagero, mas não é — um tio meu, apenas 12 anos mais velho (um irmãozão, na verdade), já tinha paixão pelos consoles, mas tudo era muito caro naquela época então ele não pôde aproveitar. Naquela época.

Graças ao deus do capitalismo, as vacas ficaram mais gordas dali para a frente. Meus pais trabalhavam e eu ficava uma grande parte do tempo, adivinhe, com minha avó e meu tio — que havia comprado um trambolho de madeira que tinha jogos. Até hoje não sei o nome daquilo!

Mas de lembrar, mesmo, lembro do Atari. Meu tio diz que teve Telejogo e outras coisas mais velha, mas eu era muito pequena mesmo. Então, esse mesmo tio, mantendo a tradição de roleiro da família (da qual eu me orgulho muito, aliás), saía de casa com um skate, um estilingue e um patins e voltava com um SNES, Mega Drive ou Master System, não necessariamente nessa ordem nem uma só vez, novinho em folha. Quantas vezes ele já não ouviu “tio, põe o Sonic?”, “tio, por que esse Sonic é diferente?” ou “tio, põe o Mario” eu nunca saberei dizer, mas eu era uma criança decididamente apaixonada por aquilo tudo.

OK, cresci, videogame não era coisa de menina, nunca tive meu próprio por ser caro. Mas uma das primeiras coisas na Internet que eu descobri foi a mágica dos emuladores. Era Sonic de novo!!! VIVA!!! Mas era escondido — que mico seria saberem que eu, uma moça, gostava de videogame. QUE BESTEIRA, MEU DEUS!

Aí estava estudando Letras e fui estagiar numa editora que, veja só, tem revistas na área de informática e games. Foi a glória. Tudo voltou de uma só vez. A fase de PlayStation 1, que eu perdi, não importava. Pra completar, conheci um videogameiro de primeira, campeão de Winning Eleven, redator de revista de videogame e consultor de computadores para os amigos: um legítimo NERD! Lasquei-me, não tinha pra onde fugir. Eu tava gostchando mutcho. =D

E tô até hoje. A gente se casou, ainda não tem bebê, mas tem 5 lindos filhinhos: a coelha Judy, um X360, um Wii, um PS2, um DS e um PSP. Ah, tenho um outro filhote, meu blog, mas pela falta de tempo anda meio empoeiradinho.

Espero fazer do marianerdeira minha nova casa na Internet — se depender das queridas colegas que aqui escrevem, tenho certeza de que estarei à vontade. :)

Leia Jane Austen e voce terá uma idéia de como era a paquera da Inglaterra de sua época. Olhares, visitas, bailes, cartas, livros de poesia lidos em voz alta, recados, piqueniques e alguns diálogos cheios de sentidos e intenções eram tudo com que jovens amantes contavam para determinar compatibilidade e caminhar rumo a um matrimônio que tinha que durar ‘até que a morte os separe’.

Houve variações incrementais nesse processo até alguns anos atrás. Pense na geração de nossos pais: rapaz e moça se conheciam e tratavam de procurar semelhanças: quem conhecemos em comum? de quais músicas/filmes/livros gostamos?

É claro que a internet veio aumentar a taxa de transferência de informações. As amizades em comum e apresentações virtuais se dão por redes de relacionamentos. Aí também se encontram as afinidades, assim como nos blogs, fotologs, last.fm e afins. E os rápidos diálogos dão lugar a longos papos no gtalk. Isso, claro, sem contar o Google, grande amigo das marias nerdeiras. Basta um hit com o nome do rapaz em um fórum de astronomia para Aldebaran aparecer no próximo diálogo.

No fim das contas, não há largura de banda no mundo que possa carregar olhares ou toques. Mas a satisfação de levar uma conversa inteligente com alguém que tem muito a ver com você - seja ao vivo numa mesa de bar, sozinhos ao pé do ouvido ou via instant messenger em pleno meio-dia da terça de trabalho - não tem preço!

Tem um duo norueguês que eu adoro, o Kings of Convenience. Pra quem não conhece, os caras fazem um som meio baladinha-indie.

Por que diabos estou falando isso neste blog? Achei que fosse conveniente apresentar os moços aqui. Um dos integrantes do Kings, o Erlend Oye, é conhecido como o “nerd que dança”. O cara é isso mesmo, magrão, alto, um rostinho nórdico todo meigo composto por um óculos grandão, bem nerd-clássico. E ele tem um jeito de dançar ultra-desengonçado, mas de tão atrapalhado fica simpático (ah, eu acho!). Fiquem a vontade para comentarem e usarem os adjetivos que acharem melhor (hehehe).
PS: Não, não quero um nerd que dança assim não, obrigada :)

Fica aí a dica musical! Um vídeo para vocês sentirem o rebolado jeito dançante do moço nerd.

Morreu esta noite no Sri Lanka talvez o último grande escritor clássico de ficção científica, Arthur C. Clarke.

Arthur C. Clarke

Foto roubada do The Inkwell Bookstore Blog
Ele certamente mais é lembrado pela colaboração com Stanley Kubrick no filme 2001, uma Odisséia no Espaço. Justo. Este filme abriu as portas para a ficção científica no cinema norte-americano. Mas seu legado vai bem mais além como na série Rama, em todos seus livros e contos, em sua inestimável contribuição ao sistema de comunicações via satélite, em suas previsões sobre o futuro.

Ainda hoje aos noventa anos, era um escritor prolífico. Sentiremos muito sua falta. E nossos meninos nerds também.

Beijos!

Leia mais sobre a vida e a obra de Arthur C. Clarke em:

O programa especial dos Nerds no Tribos mostrou vários de nossos queridos nerds na Campus Party e mais o escritório do Google em São Paulo. Não perca a próxima reprise!

Aperitivo de xavecação nerd:

Dani Suzuki e os nerds

O programa completo no Vimeo, por Marco Gomes.

Não sei quanto a maioria das pessoas, mas todos os nerds que conheço - inclusive eu - são perdidamente apaixonados por todo novo tipo de gizmo que aparece.

Eu, particularmente, sou fã de celulares - como se pode ver em um post anterior sobre celulares que já tive - mas, como toda Maria Nerdeira, sempre descubro uma nova paixão tecnológica lendo alguns blogs do ramo.

Aliás, o meu blog favorito para matar a minha sede por novidades, admirar a ponto de me deixar nas nuvens, aumentar minha ansiedade por comprar, criar expectativa de lançamentos e ver o que mais a tecnologia pode facilitar a minha vida - e mudar o meu foco completamente - é o Digital Drops.

Se não bastasse, o Nick Ellis - para quem não sabe, o autor do blog - consegue encontrar e divulgar tudo o que uma Maria Nerdeira pode querer ter para si, para dar de presente a todo e qualquer nerd que conheça e até mesmo arranjar assunto para puxar conversa quando o nerd que se paquera é super tímido.

Sim! O Digital Drops é tão funcional no meu mundo que posso dizer que a dose diária tecnologia e gizmos é pouco. O vício é tão grande que eu quero uma overdose!

Correspondendo aos meus sonhos, o blog estará sorteando 2 pendrives para comemorar seus 2 anos de existência, sendo 1 pendrive para leitores, digamos, normais e outro para blogueiros. É tentação demais para mim! Então, como não resisto, vou dizer: eu quero o pendrive com o Boba Fett! Até porque, eu sou amiga dele há um certo tempo! Vide a foto abaixo.

Boba Fett

Com toda essa tecnologia e criatividade, só falta um bolso recheado ou um bom controle financeiro para comprar todos esses apaixonantes gizmos.

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